Documentário de Laís Lima acompanha trajetória de liderança do Bembé do Mercado e recebe licenciamento para exibição nacional.
O documentário “Pai Pote, o Filho de Ogum”, dirigido pela cineasta baiana Laís Lima, foi selecionado para a 9ª Mostra SESC de Cinema e recebeu um prêmio de licenciamento para exibição nas unidades do SESC em todo o país. Esta é a primeira participação do filme em festivais. A seleção ocorreu entre mais de 1.900 obras inscritas nesta edição.
O filme acompanha José Raimundo Lima Chaves, o Pai Pote, babalorixá e uma das principais referências do Bembé do Mercado, manifestação de matriz africana realizada anualmente em Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia.
A narrativa acompanha três momentos importantes da agenda anual de Pai Pote. Um deles é a Lavagem da Purificação, realizada em janeiro, quando ele conduz o cortejo das baianas pelas ruas de Santo Amaro. O segundo é o Bembé do Mercado, realizado em maio, em torno do dia 13. O terceiro leva o documentário para fora do Brasil, durante a Lavagem de La Madeleine, em Paris.
Pai Pote participa da celebração francesa desde sua primeira edição, em 2001, como uma das lideranças religiosas do evento. O registro aproxima Santo Amaro e Paris a partir da circulação de práticas, saberes e tradições de matriz africana.
Ao acompanhar esses diferentes momentos, “Pai Pote, o Filho de Ogum” constrói um retrato da atuação religiosa, cultural e comunitária de Pai Pote. A trajetória do babalorixá serve como fio condutor para abordar memória, religiosidade, cultura e território, além da continuidade de manifestações afro-brasileiras.
Como parte da seleção na 9ª Mostra SESC de Cinema, o documentário recebeu licenciamento de um ano para exibição nas unidades do SESC em todo o território nacional.
Foto: reprodução/filme
