FESTAC Bahia começa hoje em Salvador

Mostra de Espetáculos e Cenas Curtas reúne produções de diferentes estados até 26 de setembro.

Salvador recebe, entre 22 e 26 de setembro, a Mostra de Espetáculos e Cenas Curtas do Festival Estudantil de Artes Cênicas da Bahia (FESTAC Bahia). Em sua oitava edição, o festival reúne produções de estudantes, artistas, grupos, escolas e universidades da Bahia, Minas Gerais, Maranhão, Ceará, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

Com o tema “Infinitas Possibilidades”, a programação ocupa teatros, escolas e espaços culturais da capital baiana com trabalhos que passam por teatro, dança e performance. As montagens abordam questões como racismo, saúde mental, envelhecimento, acessibilidade, meio ambiente, sexualidade, memória, cultura popular e novas formas de existir.

A abertura acontece no dia 22, no Teatro Martim Gonçalves, com “Malas – A Bagagem do Tempo”, do Colégio Estadual Anna Junqueira Ayres Tourinho, de São Francisco do Conde, às 15h. O espetáculo aborda saúde mental e autoconhecimento a partir das experiências e marcas acumuladas ao longo da vida. Às 19h, a Cia Dois é Ímpar, da UFMG, apresenta “Retalhos do Tempo”, que discute o envelhecimento e a invisibilização da velhice a partir de manifestações da cultura mineira.

No dia 23, a programação passa pelo Maranhão com “Dinamitadora”, do Centro Educa Mais João Francisco Lisboa, apresentada às 10h no Colégio Estadual Edgard Santos. A montagem parte da relação de São Luís com o reggae e sua identidade como “Jamaica Brasileira”. À tarde, no Boca de Brasa Subúrbio 360, a UFBA apresenta “Mas, e o que é um Cucuruto?”, espetáculo infantil que mistura teatro, música e humor para discutir sustentabilidade.

Ainda no dia 23, às 19h, o Martim Gonçalves recebe “Marly”, solo da UFBA sobre uma mulher negra que deixa o sul da Bahia para viver em Salvador. A montagem aborda autonomia, sexualidade, desejo e os tabus relacionados às escolhas das mulheres.

A programação segue até o dia 26 de setembro, reunindo trabalhos de diferentes regiões e linguagens. Entre eles está “Normal mente”, do Theatro José de Alencar, vinculado à UFC, que questiona a ideia de um corpo “normal” e o capacitismo, e “ATENAS: Mutucas, Boi e Body”, da Cia Baiante de Teatro, da Unicamp, que aproxima a tragédia clássica do bumba-meu-boi.

Parte das apresentações conta com Libras e audiodescrição, ampliando o acesso do público às atividades do festival.

Foto: @ntiuira

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Criado por Jadson Nascimento

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