Bienal Black Brazil Art reúne 125 artistas em Recife 

Edição reúne 125 artistas e segue até março de 2027, com exposições e atividades gratuitas em Recife.

A programação da 4ª Bienal Black Brazil Art já está em andamento. Iniciada nesta terça-feira, 6 de outubro, com o programa online Artistas (em) Conversação, a edição segue até março de 2027 e reúne trabalhos de 125 artistas brasileiros e internacionais em diferentes espaços do Recife.

A agenda presencial começa em novembro, no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), com a exposição As Cinco Peles. Em dezembro, a Bienal ocupa também o Centro Cultural Cais do Sertão, além de levar oficinas, performances, apresentações musicais, vídeos e outras ações para diferentes espaços da capital pernambucana.

O programa Artistas (em) Conversação segue até 30 de novembro, com dez encontros online e gratuitos que reúnem participantes das Américas, África e Europa. Rita Oyakanmi, Diogo Nógue, Welket Bungué e Juliana Xukuru estão entre os nomes da programação, que passa por questões como racismo, afrofuturismo e crise ambiental.

No MAMAM, As Cinco Peles abre ao público em 7 de novembro, às 14h. A mostra ocupa três andares do museu e apresenta obras organizadas a partir dos eixos Corpo, Território e Mundo. A exposição permanece em cartaz até 31 de janeiro de 2027.

A abertura terá performance de A TRANSALIEN, artista pernambucana radicada em São Paulo, e a oficina Apitos Sonoros, conduzida por Rodrigo Novack. O espaço também recebe a única edição presencial de Artistas (em) Conversação, com seis artistas pernambucanos e a curadora da Bienal.

Já no Cais do Sertão, a programação começa em 7 de dezembro, às 18h, com apresentações musicais, performance, exibição de vídeos e premiação. A Bienal permanece no espaço até 7 de março de 2027.

A seleção reúne artistas de todas as regiões do país. São 57 do Sudeste, 40 do Nordeste, 11 do Sul, cinco do Centro-Oeste e quatro do Norte. A edição também conta com participantes da Alemanha, Canadá, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Porto Rico e Portugal. Entre os nordestinos, Bahia e Pernambuco aparecem com 14 e 11 artistas, respectivamente.

As obras percorrem linguagens como pintura, fotografia, escultura, instalação, videoarte, performance e arte têxtil. A programação ainda passa pela Escola Técnica Estadual Alfredo Freyre, pelo Museu da Abolição e pelo Laberer UFPE, além de incluir trabalhos produzidos por estudantes da Alfredo Freyre.

Criada em 2019 pela curadora e museóloga Patrícia Brito, a Bienal Black Brazil Art tem como foco a produção artística negra, afro-diaspórica e decolonial. Nesta quarta edição, a convocatória recebeu 338 inscrições e levou a Pernambuco uma programação construída em torno do tema As Cinco Peles: corpo, território, mundo.

Para Patrícia, a edição parte da compreensão de que a arte contemporânea afrodiaspórica é construída em movimento. “Nossa quarta edição nasce da compreensão de que a arte contemporânea afrodiaspórica é construída em movimento”, afirma.

Todas as atividades são gratuitas. A programação completa está disponível nos canais oficiais da Bienal Black Brazil Art.

Fotos: DaSilva / Isidoro B. Guggiana / Carla dos Santos

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Criado por Jadson Nascimento

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