Idealizado pelo ex-jogador Tom da Bahia, evento gratuito reúne música, religiosidade, capoeira e gastronomia em Saint-Ouen, na Grande Paris.
A quarta edição do Festival Odoyá será realizada no dia 18 de julho, na comuna de Saint-Ouen, na Grande Paris, reunindo manifestações da cultura afro-brasileira em uma programação gratuita. Idealizado pelo ex-jogador de futebol, cantor e produtor cultural Tom da Bahia, o evento deve receber cerca de 20 mil pessoas no espaço cultural La Serre Wangari.
Promovido pela Associação Cultural Odoyá France, o festival reúne mais de dez horas de atividades com apresentações de capoeira, batucada, música, dança, gastronomia ancestral e celebrações ligadas às religiões de matriz africana. A programação começa com uma homenagem a Iemanjá e Oxum e termina com shows de samba, axé e ijexá.
“O Festival Odoyá nasceu com o objetivo de valorização e resistência das produções afro-brasileiras na Europa. É um evento já consolidado no calendário francês, em sua quarta edição, e recebemos milhares de brasileiros e brasileiras que vivem aqui e estão com saudade da sua terra, além de franceses, turistas e imigrantes de outros países que prestigiam o nosso movimento. Conectamos arte, cultura e religiosidade em uma programação que oportuniza e protagoniza os nossos artistas e grupos independentes que, assim como eu, lutam para manter viva as tradições da ancestralidade negra”, afirma Tom da Bahia.
Além das atrações culturais, o festival contará com a presença dos ex-jogadores Raí e Valdo, da atriz Cristiane Reali e do prefeito de Saint-Ouen, Karim Bouamrane. Entre as atrações confirmadas estão o Grupo de Batucada Badauê, o Balé Afro As Meninas da Bahia, o Grupo de Capoeira Meninos de Salvador e o próprio Tom da Bahia.


“Apesar de ter feito carreira e ser grato ao Futebol, a Associação Odoyá trabalha com o intuito de mostrar outras riquezas do nosso país, principalmente mostrar uma cultura que os franceses não conhecem tanto. Aqui o Brasil é conhecido por símbolos como futebol, Rio de Janeiro e bossa nova, então a gente potencializa o ‘lado afro’ da nossa história, com o samba de roda, o ijexá e principalmente a Bahia, que é o meu estado matriz. Hoje eu me considero não só um produtor cultural e artista, mas um dos embaixadores do povo baiano”, destaca.
Natural de Itabuna (BA), Tom da Bahia construiu carreira no futebol antes de se dedicar integralmente à música e à produção cultural. Em 2023, fundou a Associação Odoyá France, responsável pela organização do festival, que se consolidou como um dos principais encontros da comunidade brasileira e do público francês interessado na cultura afro-brasileira.
Fotos: Cássia Santos e Eleonora Taliani
