Ator baiano Rafa Martins estreia no cinema em ‘Rio de Sangue’

Ator baiano contracena com Giovanna Antonelli em thriller policial ambientado no garimpo ilegal na Amazônia

O ator baiano Rafa Martins fez sua estreia nos cinemas com o thriller policial “Rio de Sangue”, que chegou ao circuito nacional nesta quinta-feira, 16. Dirigido por Gustavo Bonafé, o longa é protagonizado por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann, e aposta em uma narrativa intensa ambientada no contexto do garimpo ilegal na região amazônica.

Na trama, Giovanna Antonelli interpreta Patrícia Trindade, uma policial afastada após uma operação fracassada e que passa a ser alvo do narcotráfico. Em busca de proteção, ela deixa São Paulo rumo ao Pará, onde tenta reconstruir a relação com a filha, Luiza (Alice Wegmann). É nesse ambiente que surge Galego, personagem de Rafa Martins, um dos integrantes do grupo criminoso que atua diretamente no garimpo ilegal.

Ligado ao bando comandado por Polaco, vivido por Antônio Caloni, e sob a liderança de Baleado, interpretado por Felipe Simas, Galego chama atenção pela personalidade extravagante e pela presença marcante na narrativa. “Esse personagem é um dos homens que atuam diretamente dentro do garimpo ilegal, ajudando a construir a engrenagem de violência que sustenta o filme”, explica o ator.

Pré-estreia do filme “Rio de Sangue”, no Kinoplex Leblon Shopping, no RJ. Créditos: Roberto Filho | Brazil News

Para construir o personagem, Rafa apostou em um trabalho que envolve corpo e sonoridade. Referências do rock nacional das décadas de 1980 e 1990, com bandas como Titãs e Raimundos, ajudaram a moldar a energia de Galego. “Ele é um cara que ‘se acha’, e eu busquei trazer isso na forma como ele se movimenta e se comunica”, afirma. A parceria com Vinícius de Oliveira, que interpreta Wanderson, também foi fundamental para o resultado em cena. “A gente construiu uma relação muito forte fora do set, e isso deu uma liga importante para as cenas, muitas delas de ação”, conta.

Entre os momentos marcantes das filmagens, Rafa destaca sequências de troca de tiros e cenas em embarcações, além de uma interação especial com Giovanna Antonelli. “Pude contar que uma das minhas primeiras memórias como ator foi assistindo a uma cena dela em O Clone. Foi um momento de fã”, comenta.

A preparação incluiu treinamentos intensivos, como aulas de manuseio de armas em um centro especializado no interior de São Paulo, além de uma imersão durante as gravações, com dias embarcados em uma comunidade indígena. Experiências que, segundo o ator, contribuíram diretamente para a construção do personagem e para a verossimilhança da história.

Antes da estreia no longa, Rafa Martins já vinha construindo sua trajetória no audiovisual. Ele integrou o elenco de Malês, dirigido por Antonio Pitanga, e é idealizador da produtora Pé de Erê Produções, voltada a narrativas que abordam vivências pretas, ancestralidade e espiritualidade.

Celebrando uma década de atuação, o artista enxerga o novo trabalho como um marco em sua carreira. “Esse filme foi um grande presente. Completo 10 anos de carreira podendo estrear em um projeto tão potente. É um jovem artista de Salvador levando um pouco da sua baianidade para o Pará e para as telas do Brasil inteiro”, afirma.

Foto: Bárbara Vale

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Criado por Jadson Nascimento

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