Evento em Recife reúne produções contemporâneas com foco decolonial.
A 4ª edição da Bienal Black Brazil Art está com inscrições gratuitas abertas até 30 de abril para artistas de todo o Brasil. O evento será realizado entre setembro e dezembro de 2026, em Recife, reunindo trabalhos que dialogam com memória, ancestralidade e criação contemporânea.
O Instituto Black Brazil Art realiza a chamada pública para a 4ª Bienal Black Brazil Art, que acontece de setembro a dezembro de 2026, na cidade de Recife. Com o tema ‘As Cinco Peles’, a mostra coletiva propõe uma curadoria que compreende o corpo como território vivo e o mundo como uma rede de relações contínuas, atravessadas por memória, ancestralidade, conflitos e invenção coletiva.
Artistas de todo o país podem se inscrever gratuitamente pelo site oficial da Bienal. Serão aceitas produções em diversas linguagens, como artes visuais, arte design, arte digital, arte urbana, vídeo, arte sonora, performance e instalação, entre outras formas de expressão contemporânea. Cada artista ou coletivo pode participar em até duas categorias.
A edição parte da teoria das Cinco Peles, formulada por Friedensreich Hundertwasser, propondo uma releitura crítica e decolonial. A Bienal estabelece diálogo com pensamentos afro-diaspóricos e indígenas, especialmente com o filósofo e ativista Nêgo Bispo, que compreende o mundo a partir da convivência, da circularidade e da continuidade.
A Bienal prioriza a participação de instituições de ensino, projetos pedagógicos e processos artístico-educativos. Os trabalhos premiados receberão prêmios em dinheiro, bolsas de residência artística virtual em 2027, oportunidades de internacionalização cultural, além de certificação e catálogo digital para os selecionados.
A programação inclui oficinas, palestras, rodas de conversa e ações educativas e comunitárias, gratuitas ao público, realizadas de forma presencial e virtual. O evento também incentiva a comercialização das obras físicas.
Os cinco eixos curatoriais desta edição são:
• Textura: corpo, pele, identidade e ancestralidade
• Corpo: manifestações identitárias e performativas
• Espaço: territórios, memória e pertencimento
• Rede: conexões, diásporas e solidariedade
• Comunidade: diálogos locais e globais com abordagem coletiva e sustentável
Foto: Georgia Lobo
